domingo, 26 de agosto de 2012

Uma Explicaçao!!!



Bom dia, boa tarde, boa noite gente linda!!!

Eu quero agradecer-vos do fundinho,, mesmo do fundinho do meu coraçao, as visitas que me fizeram ontem e os comentarios sempre simpaticos e lindos que me deixaram!!!

Eu estou literalmente para nao dizer "literaturicamente" (ehehehehhe, palavra que nao existe) enclausurada a terminar de rever o meu livro, e houve coisas que eu tive que reescrever e mudar e como tal isso tem-me dado muito, mas mesmo muito trabalho, mais do que deixar fluir as ideias quando estou a escrever!!!



Como agradecimento aqui fica... só mais um pouquinho da historia, deste vez da ilha da MAdeira



.... "A Madeira é um jardim frondoso, de flores exóticas e plantas de tamanho exagerado que vivem felizes com a humidade. A cidade do Funchal em si está inserida num grandioso anfiteatro natural, de frente para o Atlântico e contrastando com as imponentes montanhas. Situado no sul da ilha da Madeira, na costa mais soalheira implantada no meio das plantações de bananas e dos maravilhosos jardins onde despontam flores ao longo de todo o ano, abrigadas nas montanhas verdejantes, é uma cidade viçosa e descontraída.
                -Já vi que vou ter muito que fazer e que visitar, vou-me divertir muito!
                Maria sorriu e olhou para a amiga.
                -Eu não queria deixar-te triste, mas estou curiosa, como estão as coisas com o Miguel?
                -Maria, não estão, ele continua sem me querer dar o divorcio, mas se ele continuar assim, então eu vou ter que partir para o litigioso, cheguei ao meu limite, acabou!
                -Porque é que ele não aceita?
                -Porque para o Miguel admitir o divorcio é admitir que fracassou, mas mesmo sendo um fracasso, eu quero assumir não deu certo, ele só tem que me ajudar a pôr um ponto final nesta historia que afinal não teve um final feliz!
                -Mas está a exigir alguma coisa?
                -Da casa em si, ele não pode exigir nada, a casa é minha, mas Maria para ele me deixar em paz, minha amiga eu ate o deixo levar tudo o que está dentro de casa, não regateio nada, eu tenho um trabalho, não vou pedir nada dele.
                -Achas que está a ser manipulado por a família dele?
                -Possivelmente, mas eu nem quero entrar por aí, pois se o meu casamento fracassou a eles o devo, se bem que eu também sou obrigada a admitir que num divorcio a culpa nunca é só de um, eu também tive culpa…
                -Como assim? Tu sempre fizeste tudo!
                -Pois o meu erro foi precisamente esse, se eu tivesse exigido desde o inicio trabalhar, se eu não me tivesse rebaixado tanto e tivesse mostrado a garra que mostrei agora, as coisas teriam sido diferentes.
                Chegaram a casa da Maria, esta mostrou á Margarida onde ia dormir e foi embora para o trabalho, combinando encontrarem-se mais tarde.
                Depois de desfazer a mala, saiu de casa e foi até ao centro da Cidade do Funchal, perdida em seus pensamentos foi recordando o que tinha lido acerca desta cidade e desta ilha:
                A história da cidade remonta há mais de 5 séculos atrás, quando os colonos portugueses se fixaram na costa de uma bela e soalheira baía, onde o funcho crescia em abundância, dando até origem ao nome da cidade do Funchal, mas o funcho hoje já não existe com abundância, dando o seu lugar às bananeiras que crescem com fartura. Mas em 5 séculos as coisas tinham que mudar.
                 os portugueses chegaram aqui em 1419, e nos anos seguintes começou o estabelecimento de colonos com as capitanias, cabendo a Funchal a um dos seus descobridores, João Gonçalves Zarco. Com um coração escarpado e praticamente inacessível feito de penhascos cobertos de laurissilva, as zonas mais abrigadas e planas, como a baía do Funchal, mas também outras do sul da ilha, como Santa Cruz e Machico, foram as que mais se desenvolveram e ganharam importância em assuntos marítimos, desempenhando o Funchal um papel importante durante o século XVI e os descobrimentos portugueses. 
                Conhecida e famosa em todo mundo pela sua beleza natural, a Madeira é conhecida frequentemente como o “jardim flutuante do Atlântico”.
                Sentada no Jardim Municipal, a comer uma empanada que tinha comprado, aproxima-se dela um idoso, de nome João, como se veio a apresentar depois, um conhecer exímio da historia da Madeira, um madeirense que conhecia bem a ilha onde vivia, explicou á Margarida em detalhe cada local.
                -Boa tarde menina!
                Sorridente Margarida olhou para o ancião, rosto enrugado, curtido pelo sol, e pelos anos que não perdoam.
                -Boa tarde!
                -Este belo jardim onde está sentada sabe que além de Jardim Municipal é conhecido também por Jardim D.ª Amélia, em memória da rainha, este jardim conta com 8.300 m2 de bela vegetação, não só proveniente da Madeira, como também de muitos cantos do mundo.
                -Não sabia, mas se há uma coisa que eu gosto muito é aprender mais sobre os locais que visito.
                -De onde vem a menina?
                -Margarida, o meu nome é Margarida, venho do continente, de uma pequena vila perto da Serra da Estrela.
                -Continente, em 76 anos de vida nunca deixei a minha ilha, mas gostava de um dia ir ao continente.
                -Terei o maior prazer em recebe-lo na minha terra e em minha casa!
                -Confia assim logo nas pessoas?
                -Confio, em si confio, quem me tinha que fazer mal, já me fez, portanto acredito que neste momento seja a minha vez de ser feliz.
                Margarida ficou pensativa a olhar para o lago de cisnes e patos, que sempre que alguém passava, se dirigiam para a margem na esperança de ganharem uma migalha de pão, ou qualquer outra iguaria deixada pelos turistas, as poses destas engraçadas aves para as fotos que teimam em  lhes tirar!
                -Margarida, sabia que em tempos aqui existiu um convento Franciscano?
                -Não sabia, sinceramente é a primeira vez que venho á Madeira.
                -Conhece alguém de cá?
                -Sim uma amiga de longos anos, chama-se Maria, está a trabalhar, portanto durante o dia vou ter de descobrir a ilha sozinha.
                -Se quiser a companhia de um velho, estarei ao seu dispor!
                -Um velho? Não vejo ninguém velho aqui, velhos são os trapos, ao meu lado vejo uma pessoa com muito conhecimento, e claro que vou aceitar, muito obrigado.
                Sorridentes deixaram o Jardim Municipal, uma área coberta de arvores, uma área de lazer onde se pode ver também um anfiteatro que acolhe diversas iniciativas culturais e de entretenimento.
                -O Funchal apresenta um vasto leque de locais a visitar e explorar pelos turistas disse o Senhor João -  uns parte de herança natural, e outros, monumentos que conseguiram sobreviver aos tempos!
                -Os Núcleos Históricos do Funchal certo?
                -Isso mesmo, sabe quais são?
                Rindo-se a Margarida respondeu:
                -Vamos ver se eu tenho a lição bem estudada, os meus pais já cá estiveram e levam imensas fotos e folhetos que eu me entretive a ler. Creio que são São Pedro, Sta Maria e a Sé.
                -Estudou a lição sim, são esses mesmo, por qual quer começar?
                -Por onde quiser, eu vou segui-lo!
                -Então vamos começar pela freguesia de São Pedro, sendo que esta é uma das mais habitadas e importantes  do Funchal.
                -Então, foi aqui que no século XV as famílias mais distintas, incluindo o primeiro capitão do Funchal João Gonçalves Zarco, começaram a construir as suas residências? 
                -Sim isso mesmo, e foi aqui também que ele mandou construir as Capelas de são Pedro e São Paulo, e um pequeno hospital, o primeiro a existir na ilha.
                - E foi aqui que mais tarde o segundo capitão João Gonçalves da Câmara construiu a Quinta das cruzes.
                -Sim, mas vamos com calma, esta rua onde nos encontramos agora é a Rua da Mouraria, temos também a Rua dos Surdos, das Pretas e dos Netos, segundo aparece numa planta de 1567 estas ruas permanecem praticamente inalteradas, mesmo com o passar dos séculos.
                -Tem o mesmo nome que o Bairro de Lisboa, o Bairro da Mouraria, tem alguma coisa a ver?
                - Pensa-se que o nome tenha tido origem, ou que primordialmente se chamava Rua da Moradia, uma moradia construída entre os séculos XVII  e XVIII, que hoje alberga o Museu, a Biblioteca e o Aquário municipais.
                Continuaram a andar
                -Rua das Pretas? Que nome interessante!
                -Chama-se assim devido á constante passagem de empregados de cor que trabalhavam nas principais residências, muitas situadas nas redondezas.
                - E a rua dos Netos, creio já ter lido ou mesmo em conversa com a minha amiga, que essa era uma rua privada.
                - Precisamente Margarida, essa rua era inicialmente uma rua privada, que tem esse nome precisamente porque era propriedade de uma família apelidada de Netos, entre os séculos XV e XVI foi aberta para permitir a passagem da Procissão do Corpo de Cristo.
                Foram caminhando pelas ruas e acabaram por chegar á Igreja de São Pedro, esta igreja viu a sua construção um pouco atribulada, teve o seu inicio em 1590 e deveria ter terminado 6 anos depois, mas devido às inúmeras alterações sofridas, só teve o seu trabalho concluído no século XVIII.
                Entraram dentro da igreja e o Senhor João começou a explicar á Margarida a Origem de tudo.
                -Sabe Margarida, este conjunto de edifícios que forma a Igreja Matriz de São Pedro nasceu de uma igreja com apenas 1 nave, 3 capelas laterais e 2 altares colaterais.
                Sentaram-se num banco e o senhor João continuou:
                -Os azulejos que cobrem a maior parte das paredes, datam do século XVII, não só as paredes da nave como também da capela-mor e da sacristia.
                -Mas as pinturas, a ourivesaria e o mobiliário datam de varias épocas?
                -Sim, digamos que temos aqui uma mistura que varia dos século XVII ao século XX, não destoam e fazem parte integrante da decoração geral.
                Saíram e cá fora o senhor João começou a olhar para o cimo da torre da igreja, escolhendo o melhor ângulo.
                -Margarida, vamos subir aqui a calçada de Santa Clara, e daqui vai olhar para o alto da torre da Igreja.
                Margarida assim fez, colocou-se onde o senhor João a havia mandado estar e olhou fixamente para o alto da torre da Igreja, ficou deslumbrada, quando descobriu o que ele queria que ela visse.
                -Se não for observado do local correcto – disse o senhor João – Facilmente passa despercebido.
                -Mas uma obra assim não devia passar despercebida, devia toda a gente saber que está lá para poder ser apreciada.
                No alto da torre da igreja, está um magnifico trabalho em azulejos coloridos, que facilmente passa despercebido ao turista menos atento ou que não saiba procurar o local correcto para ver.
                Continuaram a andar e chegaram ao Palácio de São Pedro, nesta freguesia é muito fácil encontrar algumas casas senhoriais das famílias mais influentes da cidade.
                -Aqui  - disse o senhor João – viveram os condes de Carvalhal e Lombada, eram conhecidos pela ostentação do seu modo de vida, bem visíveis nos palácios onde viveram.
                -Esta aqui, que linda, muito linda sem duvida nenhuma, eu acho que quase dá para nos imaginarmos a viver aqui um conto de fadas, estou á espera de a qualquer momento ver sair daqui princesas e damas das cortes com os seus belos vestidos compridos de rendas e sedas – divagou a Margarida no meio do seu romantismo.
                -Esta é a casa nobre dos Carvalhais, realmente como disse é uma das mais belas da ilha.
                -De que ano data o edifício?
                - É um edifício do século XVIII, repare, veja as suas varandas
                Margarida olhou para onde o idoso apontava.
                -São sete!
                -Sim, são sete varandas de verga trabalhada em ferro forjado, e olhe para o portal, este está ladeado por duas magnificas lanternas em ferro.
                -Mora aqui alguém?
                -Não minha querida, ao longo dos seus séculos de existência este palácio já funcionou como hotel, colégio e clube internacional.
                -E agora é o quê?
                -Hoje é a casa do Arquivo Regional e do Museu Municipal de Historia Natural que inclui o aquário.
                Foram andando pelas ruas da ilha e chegaram á Casa Museu Frederico de Freitas, entraram, a Margarida ficou fascinada por todo o tipo de objectos principalmente objectos ligados á Ilha da Madeira, que fez deste homem Frederico de Freitas um exímio e dedicado coleccionador.
                -Tantos objectos que aqui se encontram – diz Margarida.
                -Precisamente, quando Frederico Augusto de Freitas veio viver para esta casa encontrou espaço mais que suficiente para instalar as centenas de peças que havia recolhido ao longo da sua vida.
                -Realmente, aqui podemos encontrar um pouco de tudo, desde mobília em estilo inglês, os marfins, pinturas, cerâmicas, imagens religiosas…
                -E ate uma valiosa colecção de azulejos!
                -Presumo que quando faleceu, esta casa foi transformada em museu, ou foram os familiares que a deram?
                -Não, quando morreu, deixou escrito em testamento que toda a sua colecção pertenceria á Região Autónoma, e a partir daí o Governo regional iniciou os trabalhos de recuperação da casa, para a abrir como museu.
                -E o facto de terem a mesa sempre posta na sala de jantar, as jarras com flores frescas e o jardim de inverno tão bem cuidado, transmite-nos uma sensação de que a casa continua ainda hoje habitada.
                -É uma excelente observadora Margarida!
                Deixaram para traz a Casa Museu Frederico de Freitas, e foram andando pelas ruas pitorescas da ilha ate que chegaram ao convento de Santa Clara. Este convento é um conjunto de edifícios, uma verdadeira jóia do património português, no só pela qualidade do que está dentro dele e compõe o seu recheio mas também porque é um edifício que data de finais do século XV, e conseguiu chegar ate aos dias de hoje com a mesma missão que originou a sua construção há 500 anos.
                Margarida olhava abismada para a beleza do edifício e com a sua preservação.
                -Que beleza, que lindo, eu não diria que tem 500 anos – disse a Margarida.
                -Este convento foi criado no século XV para alojar as freiras Franciscanas. Este convento foi fundado por João Gonçalves da Câmara em finais do século XVI, em torno da capela de Nossa Senhora da Conceição, e foi ao longo dos tempos sendo progressivamente ampliado. – Explicou o senhor João.
                -Sei, começo a lembrar-me que li que estes conventos tiveram nos séculos XVI e XVII uma importância crucial para os Nobres que se encontravam longe a prestar serviços reais, representando uma segurança para as suas filhas , ate que se arranjasse um casamento conveniente.
                -Isso mesmo, mas também era uma mais valia para as viúvas, vindo estas abrigar-se nos conventos, onde geralmente tinham familiares, não só encontravam a segurança a nível m oral e religioso, mas principalmente a nível económico.
                -E a igreja? – perguntou a Margarida – Não foi esta da Nossa Senhora da Conceição que em 1917 foi bombardeada?
                -Foi sim, mas antes disso já havia passado por algumas alterações. Após o bombardeamento a capela mor foi reconstruída, conseguindo manter o seu magnifico sacrário de prata, composto por camarim e urna.
                -Há, e aqui encontra-se um vasto tapete de azulejos do século XVIII.
                -Sim, esse tapete de azulejos representa o famoso padrão de Santa Clara. Aqui na entrada, encontra-se um importante tumulo Gótico dos finais do século XV.
                O dia já ia longo e a Margarida não queria de forma nenhuma abusar de tão atento anfitrião, que se deleitava a falar  da ilha que o vira nascer.
                -Senhor João – disse a Margarida – O senhor deve estar muito cansado, podemos deixar alguma coisa para amanha!
                -Minha querida menina, está quase na hora de ir ter com a sua amiga, vou deixa-la onde nos encontramos, no jardim municipal, amanha se quiser continuar a conhecer esta pérola do oceano, eu estarei por aqui!
                -Senhor João terei o maior prazer em continuar a visita consigo, pois não arranjaria um guia tão perfeito como o senhor, mas amanha virei ter consigo logo de manha e terei o maior prazer em lhe pagar o almoço e assim vai-me contando mais coisas sobre locais que eu não terei tempo de conhecer.
                -Fica prometido Margarida!
                Chegaram ao jardim municipal e mais uma vez a Margarida foi observar os cisnes que por ali continuavam na sua vida calma e serena, sabendo ser o centro das atenções de turistas e residentes.
                -Até amanha senhor João e muito obrigado pela tarde de hoje.
                -De nada minha querida, foi um prazer muito grande, pois não há nada melhor que podermos falar da nossa terra, e dar a conhecer pelos nossos olhos, os olhos de quem viveu aqui uma vida inteira!
                -Até amanha!
                -Até amanha se Deus quiser!

                Margarida seguiu para casa da sua amiga Maria, como esta ainda não havia, tomou um duche e deitou-se um pouco sobre a cama, como a sua vida havia dado uma volta tão grande, sentia-se tão livre, tão normal, tão viva, aos poucos andava a realizar sonhos que no passavam disso mesmo, sonhos!
                Acordou de repente dos seus devaneios, com a chegada da Maria.
                -Margarida, já estás em casa?
                -Sim, Maria estou no quarto.
                A Maria foi ter com a Margarida:
                -Que fizeste hoje? – perguntou.
                -Maria, tu não vais acreditar, conheci um senhor já com uma certa idade, sei que se chama João, que andou comigo a tarde toda me mostrando a zona de São Pedro e me explicando as historias lindas de cada rua, de cada casa…
                -Que sorte Margarida, assim é muito bom conhecer a ilha não é?
                -Muito bom mesmo, sabes, alguém que viveu sempre aqui e já com uma longa vida vê as coisas de um modo muito diferentes, coisas que se calhar a vocês que vivem aqui no dia a dia vos passa despercebidas, gostei muito.
                -Eu estava a pensar em levar-te a Santa Maria, podíamos jantar por lá num restaurante, que eu acho que tu vais adorar!
                -Por mim tudo bem, estou nessa minha amiga, prontinha!
                -Deixa-me ir só tomar um banho e mudar de roupa.
                -Está bem!
                Situada no lado Este da zona urbana do Funchal, esta foi uma das primeiras áreas a ser povoada. Começou com a construção da Capela de Nossa Senhora em 1430, este núcleo histórico constitui uma interessante unidade dos processos construtivos de uma grande diversidade social.
No século XVI com o desenvolvimento da produção e exportação do açúcar, o Funchal tornou-se numa cidade comercial, e dá-se o afastamento da área de Santa Maria.
Desde 1986 que esta área é uma zona classificada , deram-se aqui grandes trabalhos de recuperação e alguns novos projectos de onde se destaca o teleférico, novos hotéis e zonas verdes, que foram uma mais valia para a recuperação urbana, salientando-se que esta zona não sofreu as pressões da reconstrução a grande escala, não tendo assim perdido o charme que outras partes da cidade perderam.
-Margarida – Diz Maria – Vamos começar por visitar a igreja Matriz de Santa Maria Maior também conhecida por Igreja de Santiago Menor!
- Porquê os dois nomes Maria? – pergunta a Margarida.
- Nos finais do Século XV, princípios do século XVI, o Funchal sofreu um grande desenvolvimento, e sabes que neste tipo de situações não foram tomadas as respectivas condições sanitárias a este grande desenvolvimento.
.Hum, foi quando houve o surto da peste entre 1521 e 1523, que destroçou a ilha, certo?
-Isso mesmo, e em consequência disso as autoridades reuniram-se na Sé Catedral onde escolheram á sorte um Santo Padroeiro.
-Como foi feito o sorteio?
-Então colocaram-se os nomes dos Apóstolos. Da Virgem Maria e de São João Baptista no boné de um menino e tiraram o nome á sorte. Saiu o nome de São Tiago Menor, e foi assim o santo escolhido como padroeiro para proteger a cidade. A 21 de Julho organizou-se uma procissão trazendo o “bem Aventurado Apostolo” ate ao extremo este da cidade.
-Mas em 1538, a peste não voltou a assolar aqui na cidade?
-Sim, e no Primeiro de Maio, dia dedicado ao Santo, renovaram novamente os votos com mais uma procissão, e dizem que desde aí até aos dias de hoje a peste nunca mais voltou a aparecer, mas ainda hoje no dia 1 de  Maio se organiza a procissão.
Esta igreja data do século XVIII, e é visível no exterior a construção barroca que data desse século. A fachada é marcada por cantaria rija da ilha e as portas ainda mantêm a madeira original, um dos melhores trabalhos destacados desta ilha. Em torno do edifício encontra-se um agradável largo gradeado por um frondoso arvoredo e o acesso á casa paroquial onde se encontram as estruturas arquitectónicas da antiga capela dos séculos XVI e XVII.
-Sabes – Diz a Maria – Ao longo dos séculos o interior foi sendo profundamente remodelado, da capela original somente resta um sacrário de prata e madeira exótica e um porta-paz do século XVI, que se encontra em exibição no Museu de Arte Sacra.
-Tenho pena que muitas coisas da historia ao longo dos séculos desapareçam, umas por acidentes naturais, mas outras muitas vezes são vandalizadas e destruídas, acaba sempre por ser um pouco da historia do nosso país que se perde e que as gerações vindouras já não terão conhecimento, e nós temos porque ouvimos falar ou alguém escreveu.
-É bem verdade Margarida, mas acho que o vandalismo já faz parte da natureza humana. Vamos visitar a fortaleza de Santiago?
-Mas claro que vamos, eu quero ver tudo o que poder!
Esta fortaleza foi construi da em 1614, apesar de os Portugueses terem quase o domínio absolutos do Atlântico Norte, a defesa das ilhas não mereceu um especial cuidado, o que levou que em 1566 sofresse um terrível ataque  desencadeado pelos corsários. Em 1717 foi ampliada e foi sempre usada com fins militares até 1992, ano em que foi cedida ao Governo Regional, que decidiu utiliza-la para fins culturais.
- Como funciona a agenda cultural aqui da Fortaleza Maria? – Perguntou a Margarida.
                -Olha a fortaleza está sob a tutela do Museu de Arte Contemporânea, e geralmente tem uma exposição permanente de pintura essencialmente dedicada aos últimos anos da pintura em Portugal. Para alem do Museu encontras aqui um restaurante com uma localização privilegiada.
                -Hum, é aqui que vamos jantar?
                -Não!
                Antes do jantar foram ainda visitar a Capela do Corpo Santo, levantada em finais do século XV por pescadores locais em devoção a São Pedro Gonçalves Telmo o seu santo padroeiro. Da Capela original resta apenas o portal gótico que pensam tratar-se de finais do século XVI, sendo esta capela um doa trabalhos mais notáveis da ilha. A estrutura gótica da capela manteve-se nas remodelações seguintes. Aqui funcionou também a mais antiga confraria religiosa, que funcionava como associação de auxílio mútuo, dando apoio às famílias que tinham perdido os seus homens no mar e ainda funcionando com a enfermaria e hospital.
                Ainda hoje aqui se pode encontrar na sacristia a arca das três chaves usada pelos frades, e só podia ser aberta na presença do Capelão, do Presidente da Confraria e do tesoureiro.
                A capela-mor encontra-se coberta com pinturas no tecto e nas paredes, pensa-se que executadas por um artista regional, que representam os passos mais importantes da vida do Santo e os seus milagres.
                -Vamos então jantar Margarida?
                -Vamos sim, digamos que estou com um pouco de fome, e ansiosa por provar as famosas espetadas da Madeira com o milho frito.

                Maria levou a amiga ao Restaurante Churrascaria Montanha, situado numa falésia proeminente ao mar, tem uma vista aparatosa e espectacular sobre a baia do Funchal, o por do sol é um cenário daqueles que só a natureza sabe pintar, nem o mais conceituado pintor, nem a maior fábrica de tintas, consegue reproduzir fielmente a beleza daquele momento.
                Pediram ambas as espetadas de vitela acompanhadas de milho frito.
                -Margarida conta-me lá, como vai ser daqui para a frente? – Perguntou a Maria.
                -Maria, eu não vou jogar apostas ao ar, neste momento sinto-me livre, e esta liberdade não tem preço, sinto-me uma privilegiada por ter conseguido dar a volta por cima e ter voltado a ser eu!
                -Ainda bem! O que vais fazer o resto das ferias?
                -Que tal ires ter comigo ao continente, e embarcarmos numa viagem alem mar?
                -Como assim?
                -Quero ir ao Brasil, quer vir comigo?
                -Mas assim?
                -Assim! Eu trato das viagens…
                -Desculpa Margarida, mas não vai dar!
                -Então?
                -Eu ainda não te contou, mas eu ando a sair com uma pessoa.
                -Ena que amiga, agora tens segredos para mim?
                -Nada disso, mas sabia o que tu andavas a passar e não queria sentir-me assim tão feliz, quando tu estás a passar um momento menos bom!
                -Maria, engano o teu, eu estou a passar um momento de felicidade, reencontrei-me e se queres que te diga a grande mágoa que me fica deste casamento desfeito, foi uma filha que eu perdi.
                -Ainda pensas nisso?
                -Muito, foi a maior sensação de fracasso que um dia senti na minha vida, não consegui gerar uma vida, e mesmo que um dia venha a ser mãe, a minha filha vai estar sempre aqui – Margarida encosta a mão ao coração – mesmo sendo fruto de um casamento fracassado, fez parte da minha vida, foi metade de mim e isso ninguém consegue apagar. Mas não mudes de conversa, quero saber mais!
                -Não há ainda muito para dizer, conheci um rapaz, temos saído algumas vezes, mas ainda não é nada serio.
                -E eu vim estragar esse possível namoro!
                -Porquê?
                -Então, agora para estares comigo não podes estar com ele!
                -Ele esta semana não está cá, foi á Venezuela visitar um irmão, portanto não vieste estragar nada. E também não existe nada para estragar, simplesmente saímos algumas vezes.
                -Bom, mas isso já é um começo!
                A conversa continuou, e nem deram pelas horas passarem, quando olharam para o relógio era quase meia-noite!
                -Ai, agora as princesas vão-se transformar em gatas borralheiras, ainda bem que viemos a pé, senão o teu carro virava abóbora!
                -Engraçadinha, eu amanha tenho que me levantar cedo!
                -Eu faço-te companhia, afinal quero aproveitar bem cada momento que tenho para estar aqui, depois tenho tempo de dormir.
                Pagaram e foram andando a pé pelas ruas iluminadas do Funchal até casa da Maria.
                -Já sabes para onde vais amanha? – Perguntou a Maria.
                -Sim, vou conhecer a zona da Sé, com o meu guia pessoal!
                -Dos núcleos históricos do Funchal só te falta conhecer a área da Sé.
                -Depois o resto dos dias queria fazer um pouco de praia.
                -Bom programa Margarida!
                Chegaram a casa da Maria e despediram-se, cada uma foi para o seu quarto.
                No dia seguinte como estava combinada a Margarida foi ter com o senhor João, e foram visitar a zona da Sé, foi nesta área que ao longo do século XVI, que os principais órgãos governamentais se estabeleceram.
                Depressa toda esta zona se encontrou ocupada pela fortaleza, pelo Paço Episcopal, o Seminário e o Colégio Jesuíta. Aqui também depressa se tornou o local eleito pelos comerciantes locais e estrangeiros para começarem os seus negócios.
                Os primeiros edifícios no Antigo Campo do Duque foram as casas da Câmara, onde se instalou o paço dos tabeliães e as salas de audiência. Esta construção só ficou completa em 1491 e dois amos mais tarde começaram a construir a “Igreja Grande”, que foi denominada como Sé em 1514.
                Depressa chegaram ao Largo do Pelourinho e Rua direita:
                - Este largo – começou a explicar o senhor João – já foi em tempos a centro da cidade, foi aqui que se estabeleceram a primeira Alfandega do Funchal e os primeiros entrepostos comerciais.
                -Se não o dissesse hoje mal se notaria uma vez que está quase sumido entre as foz das ribeiras de João Gomes e Santa Luzia – comentou a Margarida.
                - Bem visto, mas vamos continuar, A Rua Direita, que não tem nada a ver com o significado a que as associamos hoje em dia, não era mais que a rua principal e na época Medieval era o nome pelo qual eram denominadas.
                Em 1486 o duque D. Manuel, enviou um pelourinho para a ilha, tendo este sido instalado na praça á qual deu o nome.
                - Margarida, como pode ver – disse o senhor João – a Rua Direita ainda começa aqui neste largo, mas vai morrer uns metros aqui á frente na antiga cadeia. No século XVI esta rua atravessava a Ribeira de Santa Luzia e terminava na Rua dos Ferreiros.
                - Mas senhor João, a verdade seja dita ainda hoje esta rua mantém um certo ar intemporal com edifícios dos séculos XVII e XVIII.
                Passearam pela Rua da Alfandega, denominada assim por ter sido no século XVI o centro do comércio, aqui existiu o primeiro matadouro público e a casa do peixe, que mais tarde na década de 40 do século XX foram demolidas. Passaram pela Rua dos Tanoeiros, era nesta rua que existiam os construtores de pipas, ligados intimamente á exportação do vinho da Madeira nos séculos XVIII e XIX, subiram uma pequena rampa onde existe um antigo chafariz usado em tempos para dar de beber aos animais do mercado municipal que ali existiu.
                Uma das maiores preocupações no século XVI era o desnível existente entre os largos e as três ribeiras que atravessam o Funchal. Esta preocupação ainda se agravou mais quando a cidade começou a ter uma certa organização urbanística. Nos finais do século XV que construíram as primeiras pontes, sendo estas muito rudimentares muitas vezes não aguentando mesmo o peso das mercadorias ou dos animais de carga, assim em Setembro de 1495 mandaram pavimentar as ruas e as pontes de madeira foram substituídas por pontes de pedra sendo a primeira a ser construída a Ponte do Cidrão sobre a ribeira se Santa Luzia.
                Passaram pelo Largo dos Varadoures, outrora um importante centro comercial e uma porta de entrada da cidade. No final do século XVI este largo foi de uma grande importância para cidade, depois do ataque dos piratas franceses foram erguidas muralhas e construídas 5 portas de entrada na cidade servindo as ribeiras como fosso, foram dos principais pontos de interesse do poder central e dos habitantes do Funchal. Hoje infelizmente nada disso existe.
                Chegaram á Sé Catedral. O plano desta encontra-se dentro da tradição do gótico pobre, tendo algumas influências mouras, manuelinas e até locais. Dez arcos góticos ligam as naves, tendo a luz natural origem por oito fendas manuelinas na capela-mor.
                - A primeira igreja do Funchal – explicou o senhor João – foi construída perto da praia do Calhau, tendo sido ampliada em 1438 e novamente em 1450, mas depressa se tornou insuficiente para as necessidades da população.
                -Sei, li num livro que os meus pais me levaram – disse a Margarida – foi a 5 de Novembro de 1485, deram inicio á construção de uma nova igreja no Campo de Duque.
                - Sim minha querida, mas a nova igreja esteve sujeita a diversos atrasos. Em 1500 o Rei voltou a insistir na construção da tão pedida igreja, até que 17 anos depois, em 1517 o novo templo foi finalmente concluído.
                Entraram dentro da igreja e a Margarida ficou maravilhada com o seu recheio singular espalhado por todo o lado. Algumas peças estão expostas no Museu de Arte Sacra.
                Algumas peças foram oferecidas pelo Rei, como a Pia Baptismal que ainda hoje se encontra no seu lugar de origem, bem como o púlpito e o pequeno altar-mor. As naves laterais são ocupadas por seis capelas com arcos góticos. Abrindo por um triunfal arco a capela-mor e todo o pano de fundo é ocupado por um políptico constituído por uma magnifica colecção de tábuas. Nas paredes laterais ainda existe o cadeiral manuelino, composto por duas filas de cadeiras, sendo a primeira fila reservada aos capitulares com os espaldares decorados com imagens dos Apóstolos e dos Profetas, descrever é impossível quer nos assentos do cadeiral quer nos braços das cadeiras encontram-se motivos de influência medieval, alguns um pouco atrevidos resultado da imaginação dos artífices manuelinos, e as mais baixas, aos capelães. Na Capela do Santíssimo decorada ao estilo dos séculos XVIII e XIX, pode-se apreciar uma pintura que representa a Ultima Ceia pintada no século XVII.
                Após visitarem a Sé, foram sentar-se na esplanada do Restaurante Apolo, um restaurante que iniciou a sua actividade a 1 de Dezembro de 1945.
                -Sabe Margarida – disse o senhor João – este restaurante iniciou a actividade numa altura em que eram raros os estabelecimentos de restauração dentro da cidade.
                - Mas é o mais antigo da ilha não é?
                - A sua contínua actividade leva a que as autoridades turísticas da região o considerem o mais antigo da ilha da Madeira.
                 - Mas sofreu remodelações não?
                - Claro que sim, durante longos 9 meses esteve fechado para ser remodelado, e assim assumiu um papel considerável no comércio funchalense, sendo um verdadeiro ponto de encontro de gerações.
                - Bom a esplanada está mesmo bem situada, em frente á Sé Catedral!
                - No centro do que é hoje considerado um dos melhores e maiores centros comerciais ao ar livre.
                Enquanto comiam uma sopa de agrião e um ensopado de cordeiro, o senhor João foi-lhe explicando mais um pouco da história da ilha.
                A primeira Câmara Municipal foi construída no Campo do Duque, perto da Sé Catedral em 1486, passando em 1802 para o Largo da Sé e acabou por ser demolido em 1913.
                Actualmente o Palácio da Câmara situa-se na Rua dos Ferreiros, foi comprado á família Carvalhal Esmeraldo em 1833, destaca-se pelo exemplo nobre da arquitectura civil, por causa do seu portal lavrado em cantaria cinzenta e pelas onze janelas situadas no andar nobre todas servidas por varandas corridas.
                Terminaram o almoço e continuaram a passear, forma á Praça do Município, onde a Câmara é ladeada pela Igreja do colégio dos Jesuítas, e pelo Museu de Arte Sacra, existe um chafariz datado de 1942 cujo obelisco tem o desenho das armas da cidade e elementos de carácter nacionalista.
                Passaram pelas Avenidas Zarco e Arriaga onde na sua intercessão, em 1934 se ergueu a estátua do descobridor da Madeira João Gonçalves Zarco, o projecto esteve a cargo do arquitecto Cristino Silva que elaborou o pedestal onde representou elementos associados aos descobrimentos: Povoamento, Conquista, Sabedoria e Evangelização, e a estátua a cargo de Francisco Franco. Esta estátua em 1929 ganhou a medalha de ouro na exposição Ibero-Americana de Sevilha.
                Visitaram a exposição permanente existente no Palácio/Fortaleza de São Lourenço, esta exposição mostra a história do desenvolvimento da fortaleza. A 18 de Agosto de 1943 foi classificado como monumento nacional público, sendo agora residência do Ministro da Republica para a Região Autónoma e do Comando Militar.
                Terminaram a visita onde a tinham começado no Jardim Municipal.
                - Margarida – disse o senhor João – tentei mostrar-lhe o que de mais importante a nível histórico existe aqui na Madeira, faltou ver “As Adegas de São Francisco” que para quem visita a Madeira são uma paragem obrigatória.
                -Senhor João, o que eu vi ao seu lado foi excelente, sem a obrigatoriedade de ouvir um guia, que nos conta as coisas mecanicamente, e sem a emoção devida, consigo eu consegui reviver as historias e sentir a emoção de quem fala na sua terra. Quanto as Adegas, ficará para uma próxima vez, mas eu como não sou muito apreciadora de vinho, não me importo!
                - Não é preciso ser apreciador de vinho, é também pela parte histórica, a companhia situa-se num edifício que em tempos pertenceu ao convento de são Francisco, quando entramos nas instalações estamos a caminhar numa das ruas mais antigas da cidade e ainda a olhar para um espaço que outrora foi ocupado por uma capela.
                - Como eu digo, nenhum guia me explicaria com essa emoção o que o senhor me explicou, quase me senti levada para lá, é como se tivesse ficado a conhecer o espaço físico.
                - Margarida, desejo-lhe as maiores felicidades, e que esse fio de tristeza que de vez em quando lhe atravessa o olhar, muito em breve desapareça!
                 - Muito obrigado pelo tempo que gastou ao lado de uma desconhecida.
                - Uma desconhecida com sede de saber, mas com algumas luzes já da história desta ilha.
                - Muito obrigado, não sei como lhe hei-de agradecer mais!
                - Foi um prazer Margarida, desejo-lhe a continuação de uma excelente estadia na ilha.
                -Foi um enorme prazer conhece-lo!
                Despedindo-se seguiu para casa da Maria, onde começou a preparar o jantar para ela e para a amiga.


CAPITULO X

                No dia seguinte a Margarida rumou á costa Norte da Ilha até Porto Moniz onde existem as fantásticas piscinas naturais, que se “deitam “ entre bizarras rochas de lava e que são enchidas pela maré com água cristalina.
                - Que local excelente para relaxar – disse Margarida para si mesma – estava mesmo a precisar disto, apanhar sol e dar uns bons mergulhos.
                Deitada na sua toalha, depois de uns refrescantes mergulhos nas aguas cristalinas, Margarida dormitava calmamente, um pouco alheia ao que se passava á sua volta. As gaivotas gritavam alegremente enquanto faziam voos rasantes ás aguas do oceano procurando o peixe que lhes serve de alimento. Ao longe os barcos pesqueiros e alguns barcos de cruzeiro cortavam as ondas, cruzando milha após milha até chegar ao seu destino.
                Abruptamente é despertada quando sentiu um liquido muito frio cair sobre as suas costas. Assustada levantou-se e olhou á sua volta, quando se depara com 2 olhos azuis da cor do céu e num rosto de anjo, emoldurado em fios de cabelo dourados. Toda a sua fúria desapareceu, não sabia se tinham passados segundos, se minutos ou anos, desde que seus olhos negros se focaram naquele rosto perfeito.
                - Peço desculpa, eu ia passando e não vi á pedra – apontou para uma pedra com uma ponta mais saliente – e aí a agua virou e derramou sobre suas costas!
                Margarida continuava estupefacta a olhar para ele, via seus lábios mexerem, mas o mundo para ela tinha parado, não se ouviam pássaros, ondas…
                - Marcelo, meu nome é Marcelo – apresentou-se ele.
                Quebrado o feitiço a Margarida respondeu:
                -Margarida!
                - Oi Margarida, peço muita desculpa pelo sucedido!
                -Não tem mal, Marcelo.
                -Para garantir o meu perdão, e dadas as horas que são, gostaria que viesse almoçar comigo.
                -Não é preciso, já te desculpei!
                -Faço questão Margarida e não aceito um não como resposta viu?
                Ainda muito timidamente Margarida olhava para ele, ir almoçar com aquele “Adónis”?
                -Margarida, vamos?"...


Será que ela vai aceitar almoçar com o Marcelo??

Eu penso que para a semana, ja vou conseguir estar novamente no meu normal!!!

Desculpem-me mais uma vez eu prometo que termino isto bem rapido!!!

Beijocas




2 comentários:

Cozinha de Mulher disse...

Hummm adorei..
Eu iria almoçar.. rrsrs Na hora menina!!
Eita amiga, cada dia uma surpresa boa pra nós em?
Adoro..
Um beijo carinhoso e um domingo lindo pra você e os meninos..
Sheila

Miminhos da Mito disse...

Olá

Eu vou querer este livro :D

Bjs