terça-feira, 17 de julho de 2012

Pulav rice - Bangladesh




Bom dia, bom dia, gente linda, acabada de aterrar no aeroporto da portela, após uma breve viagem ao  BANGLADESH, para mais um desafio gastronomico do blog da minha querida e adorada Sheila... " cozinha de mulher" eita amizade boa por demais que criou  raizes em tao pouco tempo, né amiga?

É um dos países mais pobres do Mundo, localizado entre a Índia e Myanmar, no golfo de Bengala, e totalmente fora das rotas turísticas internacionais. Da caótica capital Daca às “montanhas” de Sylhet, passando pelos mangais de Sundarbans, uma viagem ao Bangladesh - país de rios e de gente hospitaleira - é uma lição na vida de um viajante.

Ao viajar no Bangladesh, parece-nos que há mais água que terra neste país de rios e mar: as estradas são constantemente atravessadas por rios e, em muito do seu território, os rios são as próprias estradas. Relato de uma viagem ao Bangladesh, por onde se viaja de barco, jangada ou navio.

Tal como em todo o mundo - e em países pobres muito mais - a capital é um mundo à parte, diferente do resto. Daca, com uma população de cerca de doze milhões, ruas pouco asfaltadas e prédios geralmente baixos, é apenas mais uma cidade asiática, sem monumentos de grande interesse que sirvam de chamariz turístico. O verdadeiro monumento, aquilo que atrai e distrai na cidade - e no país - são os cerca de duzentos mil riquexós coloridos, que lhe dão uma nota única graças às suas pinturas naif e à música contínua das suas campainhas. Pintados com pinceladas garridas que reproduzem estrelas de filmes indianos, mesquitas e mesmo o Taj Mahal, depressa se tornam o ex-líbris do país.

Para quem visita o país, o encanto vem da população e das suas manifestações tipicamente A.T. (Antes do Turismo): os transeuntes dão cotoveladas à nossa passagem, os riquexós chocam com os da frente de tanto torcerem o pescoço de espanto. Mudar o rolo de uma máquina na rua é motivo de tumultos à nossa volta, e parar para comprar fruta ou entrar numa loja ocasiona uma procissão de homens a espreitar com curiosidade. No centro da capital, onde a urbanidade e a internacionalização são mais evidentes, com as multinacionais da comida rápida a fazerem-se representar em peso, a multidão é mais impessoal e as abordagens menos frequentes. Mas nas ruelas estreitas ao longo do rio, onde se escondem mesquitas, mercados e lojas de pérolas rosadas de água doce, somos tratados como indígenas no meio de um grupo de turistas, sensação que qualquer ocidental devia experimentar para ter uma pequena ideia do que andamos a fazer aos outros. E para estar sozinho, só mesmo fechando-se no hotel: o país já ultrapassou os cento e quinze milhões de almas numa área que não chega ao dobro de Portugal...




Como nação independente, o Bangladesh tem menos de quarenta anos - 

a sua última luta contra o Paquistão terminou em finais de 1971, e em 

1972 foi finalmente reconhecido pela maioria dos países do mundo.
O território fazia parte da Índia britânica, e passou pelas mesmas peripécias históricas que o estado a que pertencia, o Bengala: fez parte do império Maurya a partir do século VI A.C., do império Gupta a partir do século IV, tendo sido palco de guerras tribais entre as duas dinastias. Os Palas e os Senas reinaram depois até à chegada do islão no século XII, que quase arrasou as duas religiões predominantes na zona, o budismo e o hinduísmo. Nos séculos que se seguiram, com o contínuo fluxo de muçulmanos da Ásia Central e Pérsia, o Bengala desenvolveu-se e prosperou. No século XVI o império Mogul controlava praticamente toda a Índia, e assim continuou até ao estabelecimento definitivo dos europeus; depois de os portugueses terem negociado a partir de postos que foram criando no século XV, foi a vez da britânica East India Company se estabelecer em Calcutá, dando início a uma exploração comercial que, mais tarde, estaria sob o controlo da coroa britânica, que aí estabeleceria a capital do império - o Raj.
O Raj foi uma benção para os hindus, mas uma praga para os muçulmanos, maioritários no Bengala, uma vez que os primeiros sempre foram beneficiados em detrimento da maioria. No final do século XIX, o vice-rei da Índia determinou a divisão do estado em dois, seguindo a linha dos rios Bramaputra e Padma, ficando Daca como capital do estado de Novo Bengala e Assam. Ao mesmo tempo, a capital mudou-se para Deli. Com a independência, os conflitos entre muçulmanos e hindus agudizaram-se e generalizaram-se em todo o território.
Em 1947 foi criado o Paquistão, um estado muçulmano formado por dois territórios separados: Paquistão Ocidental e Oriental, os actuais Paquistão e Bangladesh. Mas as diferenças culturais e económicas foram muito mais fortes do que a união religiosa: se a Ocidente se come mais carne, se fala sobretudo urdu, a densidade populacional é mais baixa e a geografia apresenta extensas áreas de montanha, a Oriente fala-se o bangla, come-se peixe e arroz e vive-se com os pés na água. Para mais, o país era governado a partir da sua parte ocidental, quando a maior parte da produção económica vinha do oriente. A gota de água foi a declaração governamental de que a língua nacional seria apenas o urdu. As manifestações reprimidas com violência sucederam-se, e depois do ciclone que em 1970 lançou o território na fome e também no reconhecimento e ajuda internacional, o governo pareceu pouco fazer. A guerra civil foi inevitável e a Índia entrou a apoiar o Bangladesh até à rendição do Paquistão.

A comida é “indiana”, muito baseada em arroz biriani, lentilhas, caris de legumes, frango ou carneiro, e espetadas. Por se tratar de um país de maioria muçulmana, a carne de porco está excluída. Há muitos restaurantes chineses e algumas das cadeias de fast-food internacional.






Como tal trouxe-vos um " pulav rice" indino que vcs vao ter mesmo de experimentar, gente se come bem sentadinha para nao cair no chao de tao bom que ele é!!!

Bora lá comigo para a cozinha que vamos deixar a casa cheirando deliciosamente com este "pulav rice"


*1 copo de arroz (usei jasmim agulha)
*1/2 cebola  bem picadinha
*1/2 pimentao verde
*2 cenouras cortadas em cubos
*Uva passa, amendoim,caju, amendoa a gosto
*Salsa
*manteiga  gui clarificada (usei oleo de amendoim)
*Masala (fiz na hora em casa misturando numa taça as seguintes especiarias em pó: anis, cardomomo,pimenta do reino, canela, noz moscada, cravo e gengibre )
*cominhos em semente

*2 paus de canela

*5 cravos

*Gengibre fresco ralado


Deita-se o oleo num tacho e adiciona-se ospaus da canela e os cravos, deixamos tomar gosto por 5 minutos em fogo brando.

Adicionamos a cebola e dexamos que fique transparente, de seguida foram os frutos secos e as uvas passa, dexamos fritar alguns minutos! Adiciona-se o pimentao e a cenoura e por ultimo o arroz que deixei fritar cerca de 10 minutos mexendo sempre, 

Faz-se a mistura das especiarias e juntamos no arroz, temperamos com um pouco de sal e tapamos o arroz com agua a ferver,  dexamos cozer em fogo brando com o tacho tapado,

Quando estiver quase pronto adicionamos a salsa picadinha, mexemos, apagamos o fogo, e deixamos acabar de cozer com o tacho tapado.

Como lá nao se come carne suina eu acompanhei com mexido de frango de churrasco que tinha no frio, desfiei o frango para a wok, adicionei salsa, deixei envolver bem e verti 6 ovos batidos, mexi tudo muito bem e servi!!!!!





Aconselho a experimentarem o pulav rice... vao adorar a mistura de sabores!!

E de novo em Portugal!!!!!

Sheila espero que vc goste minha amiga

Beijocas


20 comentários:

tila disse...

Por mim é uma receita deliciosa, pena o meu pessaol não gostar de parte desses condimentos.
Bjkas

Cris disse...

Bom Margarida , estava a vir um cheirinho aqui pelo meu PC e eu sem saber do que era... Então n era do teu pulav rice ... Aiii que delicia !!!

Beijos grande e bemmmm docinhos!

Cozinha de Mulher disse...

Minha amiga linda.. O que é isso??
Olha.. dá pra viajar com você viu??
Margarida.. já te falei e falo de novo.. É bom demais ler o que escreve.. porque esse seu jeito cativa.. não tem como não ficar fã..
É bom demais...
Eu to aqui e parecia que estava lá no meio da multidão por entre as ruas..
Bom demais..
E essa receita? E essa mistura de sabores?
Hummmmmm... Que delícia..
Olha eu estou encantada..
O prato ficou lindo..

Beijo minha linda..
E um dia assim megalindo pra você..
Sheila

Fofura de Cupcake & Cia disse...

Que delícia em Margarida?!
É.. Hoje o nosso não foi igual! KKKKK,
Beijinhos, e tenha um ótimo dia *-*

luci disse...

Margarida adorei o seu post e que delícia de prato adorei vou experimentar beijos

Guloso e Saudável disse...

Oi Margarida,
Como apreciamos muito a gastronomia indiana, li atentamente o agradável e informativo texto anotei a receita do pulav rice, adorei a viagem e a receita.
Beijo,
Vânia

Andréa disse...

Querida Margarida,
estou fazendo uma viagem com o post de vcs,
achei o máximo todas as receitas desta blogagem.
O seu prato está super apetitoso, uma bela mistura
de sabores.....hummmm!

Beijinhos e ótimo dia!

belinha disse...

Deve ter ficado bastante bom
Beijinhos
Belinha
Mundo das Receitas
http://mundodasreceitas.blogspot.pt/

arte da sadhia disse...

hummm de todas as comidinhas inertnacionais ..essa é que eu mais gosto ..pois é muito gostosa ....parabens o aroma aqui esta divino querida....boa terça feira ..bjão

Érica disse...

Nunca provei arroz com cravo e canela, achei bem interessante.
bjs

Simplesmente Martha disse...

que delicia ficou lindo lindo! beijos

Fê Dayrell disse...

Margarida que loucura deve ter ficado este arroz, estou aqui só imaginando o aroma e os sabores, hum...
Ah agora que vc me explicou o que é charana pois lhe dizer que adoro carne de ovelha e carneiro.
bjo

saboracasa disse...

um arrozinho bem exótico ...

Obrigada, gostei do passeio até ao Bangladesh :)

Mayara disse...

Bem diferente heim? Nunca nem tinha ouvido falar.. Rs.. Estamos até aprendendo muita coisa com essa blogagem. Beijos.

anapaulaml disse...

Olá Margarida,

Nunca tinha ouvido falar em tal arroz, agora que fiquei curiosa isso é verdade. Vou levar a tua receita para experimentar.

beijinhos

Belocas disse...

Fiquei entusiasmada com esta receita.
Deve ser uma delícia
Bjs

são33 disse...

NÃO CONHECIA A RECEITA MAS GOSTEI MUITO.
DEVE SER MESMO UMA DELICIA.
BJS

O meu pensamento viaja disse...

Belo arrozinho!
Beijo

Josy disse...

Margarida minha amiga pena que não posso roubar-lhe o prato, pois se roubar vai ficar sem foto hehe.Adorei saber mais sobre Bangladesh, não conhecia sua história, foi uma verdadeira lição. Agora esse arrozinho, minha amiga deve ter ficado prá lá de bom, adoro aroz com especiarias. A sua Masala é muito boa. O mexido também mexeu bem comigo hummmm hehehe. Beijinhos portuleira querida

Executiva de Panela disse...

Maragarida, que receita interessante, original! Ótima sugestão para a blogagem coletiva. Até caju no arroz? Muito bom! Gostei! Beijos, Paula